..Junto ao "P" de Parque, eu vi uns sapatos brancos e uma camisola laranja despidos do seu corpo sem dono. Eram CURTAS as palavras e mais escassas as imagens repetidas em screens sem cor. Se uma câmara me prendesse a mão, faria mil sons para ela. Faria um só filme. 14?! Sim, de capacete e triciclo de 4 rodinhas, 14?! Sim!, já disse... Pois disseste! Mas sempre com os teus floreados característicos, a tua forma de embelezar. Bah! Imaginação tua! Sim, são 14, mas eles eram quatro. O que é um quatro? Um quatro?!, não sei mas com 3 tracinhos crias 1 e 3+1=4. 3+1 pode ser 7. É uma hipótese, desde que justifiques! 3 mulheres, 1 homem. Fazem coisas que eu não posso contar. Uma fecundação. Outra fecundação. Três fecundações. Puf!, mais três criancinhas. E se houver alguma que gere gémeos? São mais que 7, então. Mas podemos sempre ter... "um bébé morto em 10 caixotes do lixo!" Isto já é efeito Rumbero! Rum foleiro! Hm... e contrabaixos. Foleiros? Sim, são 14! Baixos e contrabaixos! pom! pom! Pum! Pum! Tu-tu-ru-tu-tu. Ma-nan-Ma-nan. Tá tá. Shiu! Eles esperam-nos na sala! "Está quase a começar." Ainda falta muito? Estamos quase a chegar. Vou ver um rabo. E tu? Dá, dá, com o cinto. De cabedal. Dominatrix! Rosas vermelhas e brancas e caras bonitas. bonito? Bah! Isso agora é vulgar! Chama-lhe outra coisa! Tu chamas-lhe bolinhas e o chão é de madeira. Olha o contrabaixo fresquinho!!! É grande e bonitinho (quer dizer, é às bolinhas!) A mochila é que é. Estão atrasados. Chegaram e rasgaram-me os pulsos! Não vejo! Não vejo! They've killed me. Cortaram-me os olhos e queimaram-nos! Na sua essência descobriram a música. DEATH! DEATH COMBO. eheh! . (Ponto parágrafo)quinta-feira, 24 de agosto de 2006
curtas metragens em Vila do Conde
..Junto ao "P" de Parque, eu vi uns sapatos brancos e uma camisola laranja despidos do seu corpo sem dono. Eram CURTAS as palavras e mais escassas as imagens repetidas em screens sem cor. Se uma câmara me prendesse a mão, faria mil sons para ela. Faria um só filme. 14?! Sim, de capacete e triciclo de 4 rodinhas, 14?! Sim!, já disse... Pois disseste! Mas sempre com os teus floreados característicos, a tua forma de embelezar. Bah! Imaginação tua! Sim, são 14, mas eles eram quatro. O que é um quatro? Um quatro?!, não sei mas com 3 tracinhos crias 1 e 3+1=4. 3+1 pode ser 7. É uma hipótese, desde que justifiques! 3 mulheres, 1 homem. Fazem coisas que eu não posso contar. Uma fecundação. Outra fecundação. Três fecundações. Puf!, mais três criancinhas. E se houver alguma que gere gémeos? São mais que 7, então. Mas podemos sempre ter... "um bébé morto em 10 caixotes do lixo!" Isto já é efeito Rumbero! Rum foleiro! Hm... e contrabaixos. Foleiros? Sim, são 14! Baixos e contrabaixos! pom! pom! Pum! Pum! Tu-tu-ru-tu-tu. Ma-nan-Ma-nan. Tá tá. Shiu! Eles esperam-nos na sala! "Está quase a começar." Ainda falta muito? Estamos quase a chegar. Vou ver um rabo. E tu? Dá, dá, com o cinto. De cabedal. Dominatrix! Rosas vermelhas e brancas e caras bonitas. bonito? Bah! Isso agora é vulgar! Chama-lhe outra coisa! Tu chamas-lhe bolinhas e o chão é de madeira. Olha o contrabaixo fresquinho!!! É grande e bonitinho (quer dizer, é às bolinhas!) A mochila é que é. Estão atrasados. Chegaram e rasgaram-me os pulsos! Não vejo! Não vejo! They've killed me. Cortaram-me os olhos e queimaram-nos! Na sua essência descobriram a música. DEATH! DEATH COMBO. eheh! . (Ponto parágrafo)sábado, 19 de agosto de 2006
Chuva
Sobre a pele embaciada
Visão turbulenta, enevoada?
Cai como os acordes em nós
Dançando por entre a chuva rítmica
Um segundo ao céu
Em decibéis enternecidos de luzes
Um segundo tão escuro
Berrante na noite acordada
Um segundo morta
Cambaleando em rumo incerto de poesia
Sob(re) um manto gótico
Vampiresca negritude dos corpos vestidos
Despidos de fatalidades
Destinadas a corvos de asas vibrantes e berros sem sentido
Um segundo
Segredo
Gritado, encharcado
Enquanto as damas assistem a tudo o que revira
Uma vida
sábado, 1 de julho de 2006
Música

Desenho de Francesca Crescentini http://www.madhatter.it/
Em som de tiro, em som cá de dentro
São tulipas desbotados corroídas pela voz.
Estridentes ecos de nós mesmos
partidos em cordas de guitarras e baixos gritantes
possuidores de almas, em exorcismo do espaço real
Irreal?
Um soberbo cocktail sonoro
O ensurdecedor barulho cravado na pele
Nos ossos soltos balançando, sincronizados com as vibrações
(batidas que acompanham pulsações)
Veias quentes e sangue escorrente, o ruído que ecoa
Magoa e nos faz gemer de prazer ou dor
Como quem beija um corpo morto
sexta-feira, 30 de junho de 2006
domingo, 25 de junho de 2006
segunda-feira, 16 de janeiro de 2006
Negativo

Um vazio cheio de nada
Sem cores, sem vislumbres de sorrisos, com falta de tudo
Uma cor perdida, num negativo achada
Contrariada, sem tons
Uma miscelânea de sentidos
Pétalas mortas em almas a preto e branco
Coloridas com duas gotas de arco-íris
E o céu pintado, esborratado de negro
Solta o ar em lufadas fatigantes
É um negativo colorido, berrante
Mas fogem-me os dedos de cores líricas
Poesias e pinturas, uma fotografia
Imprimo-me; não me vejo
(Recordar num pedaço de papel)
E desenho linhas tortas a carvão
Um momento delineado
Sem contornos
Para colorir de sentimentos
Coisas disformes e seres sem forma
Que a lente reproduz, memoriza
Não esquece
À memória de Carlos Coutinho (1946-2006)
sábado, 29 de outubro de 2005
Toque
Um sopro suave
Em gotas e escorrentes de suspiros
Um olhar penetrante
Sobre minha alma acamada na tua
Um deslizar numa pele nua
Complexos inexistentes perante olhares e toques
Feitos de pequenos retoques
Passeios em corpos
Que gritam em uníssono
Fundindo-nos, espelhando-nos em cristais minuciosos
Estes toques receosos
(Não) categoricamente sorrindo, chorando
Os momentos em que não te tenho
Sem pertencer a ti, dou-me
Entrego-me a esses momentos dotados de fantasia
Real?
Quero perder-me em ti, tocar-te
Tremo, mas sei o quão bom é
sexta-feira, 28 de outubro de 2005
Expressão
Abre os olhos e mostra-te
Tu que estás escondido
Sem expressão e com demais
A palavra não proferida, a palavra perdida
Encontrado sobre piscares de olhos
Estes que nos espelham
Mas nao vêem
O que no fundo nos passa
Recolhe-se em si mesmo
O que fica por mostrar
Superficialmente fechada
É preciso abri-la, mostrá-la
Superficialmente fechá-la
Nao a esconder, deixá-la viver...
segunda-feira, 3 de outubro de 2005
Luz
Por momentos deixaste de brilhar
És a luz que leva o vento a voar
Os contrastes que levam à união
Mentes que brilham e sopram nessa escuridão
És a luz guia
O calor numa noite fria
Juntos caminharemos, juntos descobriremos
Futuros incompletos
Desvendaremos
Todos os segredos da amizade que vivemos
Brilha, sopra, acalmam e tormentam os sentimentos
São únicos todos os momentos
Tantas luzes, tantos ventos
sábado, 10 de setembro de 2005
«És a Esperança, a Madrugada»

Queria estar onde nao pertenço
Viver a outra vida, a outra luz
A escuridão entristece-me porém algo me faz sorrir
Esta noite onde me encontro
Que tudo o de mais belo me faz sentir.
És a noite, a caminhante
A nova ideia, a revolução
Tu que te exaltas
Tu que tornas a noite em dia
«És a esperança, a madrugada»
Por muitos temida, por outros amada
Tens uma força que desconheces
És fonte de vida
A água no rosto
O vento na pele
A força temida...
Este poema não foi escrito através da «técnica do cadáver esquisito» mas sim individualmente para a outra Dama daquela que Dama também é...
sábado, 3 de setembro de 2005
MORTE

Vem, assusta-me, sê o meu pesadelo
Uma dádiva, um apelo
Em busca de sangue e da minha fraqueza
No escuro perdida adormeço
Acordo, num sobressalto da mentira
Tão falsa, tão repetida
Mata-me no seio desta vida
Negra pela noite e pelo dia sofrida!
Rasga-me, bebe o meu sangue
Lágrimas que me escorrem pelo rosto
Cortes ligeiros ou golpes nocturnos
A chuva cai cinzenta
Criando fungos de vaga sobrevivência
Em frente à morte... a penitência.
sexta-feira, 2 de setembro de 2005
Sonho
Ofuscou-me, surpreendendo-me num raio liberto
Voo, viajo, crio, vejo
Local de conforto de almas perdidas
Sou livre!
Penetrando as raízes do improvável
Acredito que posso tocar o céu
Comprometo-me à realização
Ao despertar sei que vou acordar
Em terras de fadas e florestas de duendes
De olhos rasgados e fatos berrantes
Sombras e negrumes dando vida à luz
No lusco-fusco vejo a verdade
A concretização da (ir)realidade
Por fim, acordo, renasço...
quarta-feira, 31 de agosto de 2005
Sonho em vida
Sonho em vida
Num antro de espectros, perdida
Encontro a história de uma mulher vivida
Cantos e palavras presos no ser
Igual a parecer?
Olhar, viver, ganhar, quem sabe, perder
A morte é o acordar de um sonho
Dúvida eterna: sou, não sou; ponho, não ponho
A diferença entre realidade e ficção, suponho
Atento a esta vida de relíquias e zeros
Que são meros
Suspiros esvoaçados, os "queros", os "esperos"
A imaginação escasseia
Reinos perdidos de um rei de cara feia
Algo tenta esquecer, porém anseia
Penas que se elevam no (in)consciente da loucura
Uma fusão de prazer e ternura
O pudor de querer, o esgotamento da cura
segunda-feira, 29 de agosto de 2005
Vi e perdi
Vi e perdi algo por que tanto procurei
Não encontrei, por isso, criei
A profundidade dos sonhos ultrapassei
Finalmente, voltámos a ser um só
(senti, quando nos transformámos em pó)
Juntos, inseparáveis como um nó
Mas a fita rasgou-se
O sentimento não era forte e calou-se
O segredo desvendou-se
O amor, o ódio, a paixão, o fogo
No meio das chamas da vida, morro
Na escuridão, ando, na luz, corro
Pela vida, pela morte, por tudo, por nada
Procuro aquela que possui magia, a fada
Crio esperanças erradas de ser amada...
A lua acompanha a noite nua
Quero perder-me de mim
Ser dela, ser tua...
quinta-feira, 25 de agosto de 2005
Hoje algo aconteceu
Hoje algo aconteceu
Por momentos, a consciência perdeu
Mas encontrou algo que nunca morreu
A vida a outros deu morte
Podendo ser vista como sorte
No seu peito nascia o fraco, morria o forte
O vento vai soprar
Na mente dos pobres, sonhos inventar
Um caminho de sonho vamos encontrar
A perdição, o desespero, a realidade
Saber viver, saber a verdade
Afundou-se na sua liberdade
Tudo isto é saudade, quero-te encontrar
Perder-me nesses passeios, a caminhar
"E eu vou dizer que a noite é mais quente à luz do seu olhar"
Temi aquele brilho tão claro
Tão belo, tão raro!
O prazer tornara-se tão caro...
Quando acordei

Quando acordei o sonho terminou
Quando milhões de histórias se uniram, ele cantou
E pelo mundo se apaixonou
Queria encontrá-la, perdê-la, reencontrá-la
E assim amá-la no mundo das fantasias
Encarná-la!
Para numa alma só se tornarem
Abriu aquela história para se maravilharem
Todos os mundos sonharem!
Os olhos brilharam e a boca escondeu um sorriso
Suscitou uma gargalhada, o riso
Estava tudo, mas algo era preciso
Enfim! Tudo em bem acabou
Mas não descobriu esse fim por que tanto esperou
E juntos esperaram, cantaram, amaram...
quarta-feira, 3 de agosto de 2005
Dormia Num Sonho
Dormia num sonho quando a dor despertou
A amizade que num só se comemorou.
Até o sangue jorrava lágrimas;
Tudo como planeou.
Juntos viveram,
Juntos aprenderam,
A dor que ganharam,
A força que perderam,
Tudo aquilo que nunca encontraram.
Algo enregelava por dentro,
Bem lá no fundo, bem lá no centro.
O sangue não era escarlate,
Era esverdeado como um coentro,
De folhas recortadas
Pequenas fatias de um corpo, outrora montadas,
Todas elas feitas de camadas.
Escorria-lhe pela cara, como algo imparável,
Com o seu jeito doce e amável.
No fundo, tornara-se em algo desagradável...
domingo, 31 de julho de 2005
Um Monstrinho Como Tu
Um monstrinho como tu 
Because you make me feel so blue
Eu abri a minha alma e o teu espirito ficou a nu.
A lua ilumina a noite
A mãe disse: «ou páras de sonhar ou levas um açoite!»
Mas não foi só um foram ''oite''.
Mas sonhou tão alto que voou
E o vento soprou
E o vento acalmou
Era como se numa ilha vivesse
Abriu livros de contos como se lesse
Era devorado como algo que comesse.
Havia príncipes e fadas e monstros medonhos
Como em todos aqueles sonhos
E ele lá estava, esperando por ela
Ele e ela...

